terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Filme do mês de janeiro



Kevin Manley (Skeet Ulrich, Um Fim de Semana com o Morto, Gritos), recebe um dia uma carta a informá-lo que ele é o único herdeiro das terras que o seu avô possuia no Alaska. Decidido a mudar de vida, muda-se para Anchorage, mas é surpreendido por uma condição imposta pelo seu avô: para provar que é um verdadeiro Manely e seu digno sucessor, deve competir na grande corrida de trenó de Iditarod: o maior teste de coragem, resistência e perícia do mundo.
Conseguirá Kevin acabar a corrida e assim, ao provar ser um verdadeiro Manley , herdar a propriedade do seu falecido avô?
Encontrará no seu percurso o ouro escondido pelo avô, e ganhar o amor de Bonnie (Natasha Henstridge, Dupla Face, Bounce - Um Acaso Com Sentido) mais uma das participantes da corrida?




Livros do mês de janeiro


A obra “O Rapaz Que Ouvia As Estrelas” é considerado um elogio poético à vida. Este livro, conta-nos a história de Luke, um jovem de catorze anos que possui o dom da música. Luke é um exímio pianista mas quando o pai morre, sente-se tão desorientado que acaba por se iniciar numa vida rodeada por más companhias que o levam a juntar-se a um bando e a assaltar uma casa de uma senhora de idade, sendo-lhe exigido que traga uma pequena caixa de música. Aqui começam as surpresas e Luke arrepender-se-á do ato que cometeu encontrando na música o poder redentor para a salvação. Um livro comovente, acompanhado por um sentir profundo que retrata uma vida difícil.

Nacionalidade: Reino Unido
Nascido em 1953

Biografia:  Tim Bowler é um dos autores mais cativantes e originais da atual literatura infantojuvenil britânica. De entre as suas diversas obras, muitas delas premiadas, salienta-se O mar dos murmúrio, o muito aclamado O Rapaz do Rio, que foi distinguido com o prestigiado Carnegie Medal, e O Rapaz que Ouvia as Estrelas.  


Um admirável romance sobre o amor e a memória, pela aclamada autora de A Praia do Destino.

Os acontecimentos daquela tarde de Dezembro, na qual, juntamente com o pai, encontrou um bebé abandonado na neve, mudarão para sempre a perceção que essa menina de 11 anos tem sobre o mundo e os adultos que a rodeiam. O pai passou por grandes tormentos para se afastar da sociedade, de modo a ultrapassar uma tragédia insuportável. A agora jovem mulher tem de viver com as consequências das terríveis escolhas que fez. E há um detetive cuja inteligência é apenas ultrapassada pelo seu sentido de justiça. Escrito sob o ponto de vista de Nicky, agora com 30 anos, que sempre recorda as vívidas imagens daquela fatídica tarde de Dezembro, Luz na Neve é uma história de amor e coragem, de tragédia e redenção, um romance que nos fala das formas que o coração humano sempre encontra para se poder curar.

Natural do Massachusetts, onde ainda hoje reside, Anita Shreve formou-se na Tufts University, foi professora e acabou por enveredar pelo jornalismo após uma das suas histórias ter ganho o O. Henry Prize, em 1975, escrevendo então artigos para revistas como a Quest, Us e Newsweek. Mais tarde, publicou dois livros de não ficção a partir de artigos publicados na The New York Times Magazine. Em 1989 abandonou o jornalismo e dedicou-se apenas à literatura, alcançando um grande sucesso internacional - as suas obras venderam já mais de 7 milhões de exemplares em todo o mundo. Em 1998, recebeu o PEN/L.L. Winship Award e o The New England Book Award para ficção.
No catálogo da Porto Editora figuram os romances Testemunho (2010) e A Ilha dos Desencontros (2011).


Poema do mês de janeiro

Álvaro de Campos
Dá-nos a Tua paz,

Dá-nos a Tua paz,
Deus Cristão falso, mas consolador, porque todos
Nascem para a emoção rezada a ti;
Deus anti-científico mas que a nossa mãe ensina;
Deus absurdo da verdade absurda, mas que tem a verdade das lágrimas
Nas horas de fraqueza em que sentimos que passamos
Como o fumo e a nuvem, mas a emoção não o quer,
Como o rasto na terra, mas a alma é sensível...
Dá-nos a Tua paz, ainda que não existisses nunca,
A Tua paz no mundo que julgas Teu,
A Tua paz impossível tão possível à Terra,
À grande mãe pagã, cristã em nós a esta hora
E que deve ser humana em tudo quanto é humano em nós.
Dá-nos a paz como uma brisa saindo
Ou a chuva para a qual há preces nas províncias,
E chove por leis naturais tranquilizadoramente.
Dá-nos a paz, porque por ela siga, e regresse
O nosso espírito cansado ao quarto de arrumações e coser
Onde ao canto está o berço inútil, mas não a mãe que embala,
Onde na cómoda velha está a roupa da infância, despida
Com o poder iludir a vida com o sonho...
Dá-nos a tua paz.
O mundo é incerto e confuso,
O pensamento não chega a parte nenhuma da Terra,
O braço não alcança mais do que a mão pode conter,
O olhar não atravessa os muros da sombra,
O coração não sabe desejar o que deseja
A vida erra constantemente o caminho para a Vida.
Dá-nos, Senhor, a paz, Cristo ou Buda que sejas,
Dá-nos a paz e admite
Nos vales esquecidos dos pastores ignotos
Nos píncaros de gelo dos eremitas perdidos,
Nas ruas transversais dos bairros afastados das cidades,
A paz que é dos que não conhecem e esquecem sem querer.
Materna paz que adormeça a terra,
Dormente à lareira sem filosofias,
Memória dos contos de fadas sem a vida lá fora,
A canção do berço revivida através do menino sem futuro,
O calor, a ama, o menino,
O menino que se vai deitar
E o sentido inútil da vida,
O coveiro antigo das coisas,
A dor sem fundo da terra, dos homens, dos destinos
Do mundo...

Painel Temático de janeiro - PAZ